quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Sombras e tempestades

Preso pelas neuroses, oh Platão,
Via nas formas aparentes celas.
Havia luz mas se calou nas velas
Antes de iluminarem a minha razão.

Marionete entre tantos pensamentos,
Via no vazio o amor que se revelou.
Lutei contra a correnteza mas se afundou
Uma alma a mercê de encantamentos.

Eram uns olhos, dois feitiços lentos,
Do fundo da caverna eram uns tormentos.
Só pude me perder completamente.

O sol deixou de ser o astro-rei,
Internamente não sei porquê geleia.
Só sei que amei infinitamente.

Ives Vietro

5 comentários:

  1. Sin lugar a dudas somos marionetas ante el astro, el Amor es caprichoso, viene y se va.
    Gracias por tu visita, me quedo por aquí para seguir leyendote.
    Abrazo

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  2. Maravilhoso,Ives! Sempre um prazer te ler! abração,chica

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  3. Lindos e caprichados versos, Ives.
    Abraços.

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  4. Oi Ives...não sei se entendi direito, mas afinal o amor é um mito?
    Um abraço

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  5. Oi, Ives!

    Sua poesia é bela e iluminada! Parabéns!
    Prazer em vê-lo!
    Bom fim de semana! :)
    Bjs

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