segunda-feira, 9 de maio de 2016

Amor (final)

Foi a apenas oito dias o ocorrido, tempo exato de cada capitulo desta história que ainda corta o meu coração de alguma forma, mas a decepção também corrobora a escolhas que ficam no meio das nossas vidas, e que vez ou outra voltamos com novos olhares sobre elas, e questionamos se de fato foi o rumo certo que tomamos. Tínhamos aqueles valores, e outros vieram, mas alguns sempre são enraizados em rochas no fundo da alma humana! Não esta escrito em compêndios, nem em grandes teses defendidas por doutores, não há resposta melhor do que esta que segue o nosso coração . Ela foi viajar com a família a um grande e luxuoso hotel. Deixou-me apenas alguns versos de despedida, neles estavam congelados os dedos inseguros. Foi combinado tudo de ultima hora e não podia deixar mais que aqueles versos curtos que pareciam em formato de punhal, que me rasgavam lentamente! A exatamente oito dias ela voltou do hotel. Dormiram todos no mesmo quarto, mas segundo ela em camas diferentes. Ao abrir a ultima vez a câmera quis ver o seu rosto. Ela estava aos prantos, de joelhos, jurou em nome dos céus que não fora além do que acreditava também. Mas aí, entrou a necessidade, a razão em lugar de um ser que não pode, nem poderia ficar simplesmente à deriva. Fechei a tela e recebi apenas algumas palavras que seriam de verdadeiro amor. Mas a fidelidade no amor havia sido rompida e então não pude mais que seguir os laços sagrados do peito. Alguém quebrou esse laço, e lembro-me do poema esquecido, escrito no fundo do bar noturno! Não revelarei a ninguém a minha vergonha de terminar com uma esperança tão amarga!

9 comentários:

  1. Ives, gostei de acompanhar essa série falando desse amor! Valeu! Escreves como gostamos de ler:sempre muito bem! abração,chica

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  2. Amigo Ives, comecei a ler agora mesmo e segui todos os capítulos do seu amor virtual, li e me prendestes, adoro ler assim, tudo de uma vez, (você mesmo me ensinou, sobre os Irmãos K...mas não consegui,rss),senti a vibração de sua emoção.
    Tive uma amiga da igreja Batista, ela era um amor, mente leve e livre, essa é uma das religiões que ajudam a entender os valores verdadeiros da alma.
    Não sei se foi real esse seu amor virtual, mas sei que amei ler, tens uma capacidade incrível de passar emoções e isso é tudo em um bom escritor e como te sigo já faz anos, contato isso!
    Abraços meu amigo, siga em frente e quem sabe ainda publiques o poema né mesmo, sim, quero ler!

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  3. Boa tarde Ives,
    Li todos os capítulos dessa história, e primeiramente te acho
    transparente e corajoso por expô-la.
    Fiquei até me perguntando se aconteceu de verdade,
    afinal os poetas tem uma imaginação tão fértil e escrevem com uma
    inspiração fora do normal!rs
    Penso que, amores virtuais, são mais complicados e delicados
    que os reais...Difícil dizer se esse relacionamento teria futuro né? Só a convivência de vocês responderia essa questão.
    De qualquer maneira, a distância é algo que traz muitos entraves.
    Enfim, dois seres carentes se atraíram, e isso é até normal,
    mesmo ela sendo casada, afinal estar perto, não significa estar junto.
    Mas que bom que vc saiu dessa pois entregar a vida nas mãos de
    uma pessoa comprometida é uma grande roubada.
    Vai doer, mas vc se recupera...
    Abraço \o/

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  4. Do virtual ao real desse "Amor relatado em capítulos" fica uma certeza a de que você se expõe em narrativas exuberantes de um escritor pronto para enredar a atenção de seus leitores! Sutilmente é demonstrado nas entrelinhas do conto a valorização da autoestima! Excelente produção!
    Abraço.

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  5. Uma aventura digital com direito a sobressaltos, ilusões e desilusões...interessante!
    um abraço

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  6. Quando se quebra a confiança...
    Gostei da forma como tem desenvolvido esta história de um amor sobressaltado...
    Beijos.

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    1. Parabéns pelas sequências de amores, arrasou rsrs

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  7. Ives, poeta...
    Sem saber se é história verídica ou não, mas que importa se o coração é comanda as mãos de quem escreve?
    A internet nos dá a capacidade de abrir o coração e nos mostrar a alma, o que, com certeza, pessoalmente, levaria anos e talvez nunca a alma seria revelada.
    A distância é cruel e exatamente pela impossibilidade do toque, do cheiro, do gosto, é que focamos no mistério tornando-o imenso. Talvez seja imenso mesmo e o Universo só nos presenteia com uma pitadinha pra degustarmos por pouco tempo. Uma loucura isso, mas uma deliciosa loucura. Que amor que é amor que um dia não se torna uma loucura?
    Um abraço. (li tudo)

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