quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Sopro

Período fértil
é trágico na essência
de uma morte
de um corpo
cuja alma
mergulha
na infinitude da arte.

A angústia
desloca o anjo
que afina
mil pesadelos andantes.
À efígie imortal
a música
de eternos compositores
não morre.

A dor
à batuta surda e reticente
traz a seiva do amor
esculpido no violino
em ouvidos penitentes.

O mesmo choro traduzido,
o mesmo coro produzido,
nas mãos de um anonimo se revela
nas de Mozart vai à lua...

ives vietro

4 comentários:

  1. Muito legal e tudo nas mãos de Mozart se agiganta! abração,chica

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  2. "A dor
    à batuta surda e reticente
    traz a seiva do amor
    esculpido no violino
    em ouvidos penitentes." Tão belo!
    Um bom fim de semana.
    Um beijo.

    O meu livro "Uma vara de medir o sol" foi publicado no Brasil pela Editora Intermeios de São Paulo. Pode adquirir, mas não tem autógrafo, Amigo…
    Beijo.

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  3. Um lindo poema , fazendo vibrar as notas da divina música irmã de alma da musa poesia.
    Um abraço

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  4. Belíssimo poema, encantador e vibrante!
    Beijos e feliz semana!

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