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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Sensual.

Subjetivas forças adornam um corpo de fantasias que lhe apimentam ainda mais, muito mais! São os desejos reprimidos na infância, que em alguns se dispersaram em curtos encontros às escondidas. Via a sensualidade em camiseta branca furada,ou em sandálias velhas com cheiro meio acre de uns pés bem sujos pelas brincadeiras inventadas. Sempre atrás de uma árvore,ou de um muro esquecido pelo mundo...! Uma menina não diferente das outras, cujo crime era soltar-se nos desejos a incentivar-me a ponto de perder os limites que a mãe estabelecia, e era sempre com curiosidade que tateava aquela pernas frescas...! Ela se arrepiava inteira. A troca é que é o barato do tato. Ensinava-me os caminhos de seu corpo como alguém obedecendo aos instintos. E repito, não era menos virtuosa que ninguém, só obedecia os desejos, pois esses tão poderosos, mal podem ser ajuizados, como reza a boa regra. Mas atrás das paredes esquecidas do mundo, quem não tem pecado que atire a primeira pedra! abraços, ives vietro

sábado, 28 de novembro de 2015

Paixão.

É um estalo no horizonte, uma luz que desce e se aloja sem nem querer, e que não sejam culpados os ousados que mergulham nas labaredas azuladas. Complô do universo que veste o verso de magnetismo. Começamos a nos falar despretensiosamente e paulatinamente até transformar-se em fogo pálido nos nossos rostos afogueados. Tudo tende a confiar no coração, pois esse não teme entrar e vasculhar o universo em busca do amor. E a musa inspiradora desta declaração entrou na órbita que nem é minha, pois pertence as energias que se buscam num emaranhado de pequenos feitiços avermelhados. Uma boca seca de tanto suspirar delírios não teme mais permanecer nessa esfera celeste, assim como a Terra já não teme mais o poderoso Sol. Raro quando recíproco, de uma magnitude feita de entregas cheias de sinais pelo corpo. É impressionante como os olhos brilham e o pulmão clama por essa chama que chama os corpos a permanecerem unidos. Dentro desta esfera vêm as luzes ainda mais profundas, com ares filosóficos aos mais racionais, ou apenas eflúvios emocionantes aos que se entregam nessas ondas. Indo mais longe ainda, a minha musa inspiradora entende todos os meus poemas como se fossem partes dela que chegam em linhas exatamente na mesma frequência. E indo ainda mais longe sinto o quanto os filósofos estão certos ao dizerem que a razão é necessária para não nos perder completamente. Sim, é preciso predispor-se a catarses constantes a fazer das letras algo que chegue mais próximo dessa fornalha. Ela reúne nos sentidos todas a belezas que a alma pode ver. É o a priori de Kant que faz da estrela uma experiência que pode ser ainda mais purificada, é o que busca num todo a possibilidade de conhecer-se a si, no outro. Bem, mas voltando ao universo mais romântico que filosófico sinto que quem se perde o faz sem o mínimo de juízo, e se encontra muitas vezes completamente carente de carinho, de afetividade. Mas há no meio de toda essa paixão um fio condutor divino, o coração. Do outro lado esta o mesmo coração que faz do encontro uma busca justa, e quando se sente que esta perdendo é porque em algum ponto não houve o equilíbrio, então acontece de a paixão a ir de esfriando, isso graças exclusivamente ao coração do romântico, que vai de forma sofrida se afastar até esquecer a chama toda, ou ficar ainda mais aguçada se houver a troca perfeita. Os sentimentos são colocados sobre a mesa e o outro coloca os mesmo sentimentos, para o resto, tudo se torna indiferente, pouco importa os valores materiais ou se o amado faz coisas que não estão tão bem em conluio com a moral em voga, mas podem e devem cobrar aprumo sem deixar de amar. No caso em que quando alguém entra no nosso universo e as coisas fluem de tal maneira que já esta tudo arranjado, não tenho dúvidas que é realmente algo do destino. E cresce tanto a ponto de fazer aparentes loucuras ao resto do mundo que não ouvem mais os felizes, a felicidade causa inveja aos menos espirituosos, por isso os loucos vão se afastar até irem a lua-cheia! ives vietro Bem Gente, são apenas divagações, qualquer semelhança com a realidade á apenas ocasional, ok? Claro que gosto de críticas, desde que seja fundadas realmente, se não forem posso tomar como perniciosas, e então tendo a me distanciar! Lembrando que escrever é expor a alma, e essa precisa de muito tato para ser retorquida! Lembro-me de uma história em que havia na cidade um grande poeta que não falava com ninguém, pois se cansara de dar ouvidos a ouvidos surdos, e podem crer, se não há sentido para um, com certeza nas entrelinhas alguém vais encontrar uma centelha e fazer dela uma coesão absurdamente perfeita! Abraços

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Algoz?

A aurora da paixão convidava à realidade o sonho ofegante do menino perdido entre as fadas abstraídas dos livros românticos e as notas singelas do piano que contundia ainda mais o imo sedento por asas. Foi uma menina de cabelos dourados que prendeu-lhe a respiração por alguns segundos imortalizados pela divina memória que sabe apreender o que convém a esta dimensão de românticos. O coração não foi descompassado, ele entrou na dimensão dos labirintos. Busca-se a luz num abismo florido; tornar-se tolo nos braços escolhidos? Ou vive-se desta seiva assustadora e mágica? Queria que se ajoelhasse nas próprias lágrimas e anunciasse aos ventos quem era o único a habitar tal morada esfacelada pelo jogo mordaz. De Cordelos de Laclos à Maquiavel, nenhum dos dois valeu a pena, os estilhaços não valem nada, e quando foram reunidos num coração tão dócil não fazia mais parte dele o “grandioso algoz”.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Além do ninho.

A autorização materna era ainda um ninho que eu precisava deixar, e lá fora, distante dos olhos protetores, minha mãe não imaginava o quanto eu desafiava as leis da natureza. Queria sentir-me livre, plenamente. As meninas eram as minhas cúmplices. Em tenra idade, uma delas me ensinou o quanto era bom os caminhos perigosos. Acho que os tentáculos Maiores sempre estiveram postados na evolução humana. Mas como, o perigo pode se sobressair nessas histórias de beijos tão doces? Quando eu desenhava na imaginação sobre os perigos da noite, não estavam justamente elevando a minha vontade? Lembro-me tão bem do perfume natural na pele que se revelava lentamente entre as roupas íntimas...! Não sabia onde tocar, mesmo assim ela sussurrava com plenitude nos meus ouvidos meio assustados, meio lambuzados. A imperfeição precisa de parâmetros para existir, e só com os outros beijos eu pude entender o quanto era bom aquele, aquele. Desconhecido, atiçado por um desejo gostoso, de meninos que esqueciam facilmente o universo ao redor. A cada mais distante da estrada, em curvas sinuosas, frescas, lisas, quentes, úmidas, apertadas, rompidas, ao abrir os olhos. Tempos possíveis. Sempre, tempos possíveis de se escapar, de se aventurar além do além do ninho! abraços

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Paixão?

Ela tinha o olhar que a minha imaginação trazia. Nos sussurros dos amigos de colégio sua figura se fazia. Uma vez estive no átrio de sua casa suntuosa. “Fui visitar o irmão” que estudava na mesma classe, e que por culpa dos meus fantoches estava no mesmo grupo de trabalho. Ah, a paixão pode tanto, perigosa. Senti seu calor nas minhas costas enquanto “ensinava” matemática para o irmãozinho inocente. Visualizei a penumbra, mas não pude deslumbrar plenamente a silhueta misteriosa. Meu coração palpitante chegou a pairar no ar, e um suspiro breve denunciou a minha vontade atroz. A expectativa crescia a cada dia. Com o tempo descobri que ela frequentava uma igrejinha perdida no pé da colina, dos arredores da vilazinha que morávamos. Depois de perscrutar minuciosamente soube que a igreja se tratava da mesma dos meus pais, que estavam indiferentes com a minha alma diferente. As noites enluaradas passavam lentamente e eu ainda não avistara a menina-fada dos meus sonhos de criança. Quando a minha mãe disse: Tem uma menina linda que frequenta o culto com a gente. Mais uma vez meu coração saltou comovente, ao ouvir a minha mãe terminar. Não que ir com a gente? Procurei uma vestimenta adequada, porém as calças perderam a cor, as camisas estavam velhas, e os sapatos antiquados: nada mais era adequado. E, foi num domingo gostoso, de sol que caia lentamente, exalava o aroma da terra, da lua branca, branca, saudosa, alegre, enfeitiçado. A expectativa pode tomar o rumo inverso, mas nestes versos, são os laços, de uma estrela brilhosa. Enquadrou-se, elevou-se, apossou-se de mim. Mas eu não estava pronto, e andava como tonto, babando pelos arredores. Subia nas árvores e inalava os vapores das nebulosas, os rios das águas cristalinas refletiam a bela de tranças negras, e cujas mãos pertenciam às nuvens, de algodão. Não estava preparado para aquela invasão súbita de sentimentos desencontrados, a paixão tomou-se um tormento. As águas da cachoeira diziam ao contrário dos meus “magos”, que dilatavam as minhas veias a esquecer o tamanho do meu amor. Mas as águas não são magos, e falam no imo do fado, à moda da canção. As águas podem lavar as faces do presente, mas não podem levar o que me deram de presente: a justa calma para amar novamente, e quem sabe, independente do aparente das ilusões, que crescem ou murcham num instante. Ives vietro

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Carta.

Senhorita amiga e companheira, não te tenho por inteira, pois há poros que o coração não entra. Pertencemos ao mundo, e à esfera celeste nós nos compartilhamos, apenas. Quando diz que é ciumenta, acho que representa, a dor da solidão; entendo mas digo que não. No exercício de amar, a vocação é a união, contudo a desunião pode acontecer, e quem sabe a gente esmorecer, e querer se agarrar e possuir o que é do mar? Tento compartilhar os meus versos, porém com medo dos meus amigos, e amigas,temeu sofrer e não encontrar o meu amor em meio a dor que eu não quis favorecer. Pior que digo, o que não digo, por acreditar que é no silêncio que a flor nasce, porém os ouvidos atentos recobram a sinfonia, dobram a sintonia, do dois seres em união, mesmo que a dor chegue, e afaste sob o pranto, sempre restará o que contar ao oceano inteiro! Deixe-me solto, às vezes sem asas, querendo voltar! abraços

terça-feira, 9 de julho de 2013

Olhos azuis brilhantes!

Sua voz era insegura e não falava de suas qualidades mais divinas! É que há tantos seres ignorantes e escrotos e capazes de podar quem anda tão sem confiança... e a menina de olhos azuis brilhantes escondia de mim essas belezas que me enchem de encanto. Mas fui delicado e paciente, até que aos poucos ela se soltou e cantou a sua poesia de moça inteligente. Não, eu não fui estúpido com a sua raridade>Não pensei em esconder o que meu coração revelava, e disse: seus olhos realçam a sua beleza. É que com as mulheres mais inteligentes a aproximação é mais lenta e precisamos das sutilezas da simples amizade para se conquistar algo mais! Ela me transformou em enciclopédia universal, e a cada dia estudava com mais afinco as minhas páginas, até revelar que se havia algum erro em mim era somente por não ser perfeito! E num dia qualquer de primavera ela ofereceu os seus lábios com uma doçura de movimentos surreais>Não pude impedir meus dedos que já alçavam voo{ loucos para tocar a sua face suavemente risonha* fechamos os olhos e mergulhamos num beijo que só acontece com as minúcias da paixão! abraços

sábado, 8 de junho de 2013

portas!

O coração gela quando a porta do possível adeus é fechada e já não tenho controle dos meus passos querendo voltar! Da evolução tenho míseros pássaros cantando, as divinas profecias do amor. A Dama de olhar perigoso perguntou se no sábado a noite, quem ama tem como coragem, jogar e deixa-la sozinha? Não! E novamente as portas se fecham e não posso ver aquilo que quem esta fora pode sentir! Quanta desarmonia no que poderia apenas concordar em dissonâncias comuns, mas há também o desejo da posse e o Sr Interesse sempre voltado para a sociedade elitizada! E o menino de olhar potente não dava mais de suas graças a quem não poderia ouvi-lo, e acabou sozinho com a porta fechada, mas agora ele tinha o que basta para o universo de quem vive de poesia. Falava em filosofia, mas perante a paixão ainda não sabemos o que somos, e me atiro racionalmente em desejos e fossos profundos e claros como a luz que brilha diante dos meus olhos! Que dos gigantes da alma eu pude controlar quando cresci em seus braços adversos, mas que podem abraçar uma causa de amigo que tenta entender a dimensão do universo! Bastamos-nos e sinto que sob o seus cabelos nada mais faz sentido, e deixe assim, prefiro a porta fechada! abraços

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Piano

Quando as portas do conservatório foram abertas pela Srta de olhos escuros, fiquei encantado por ver diante de mim dois seres desconhecidos. Um com a desenvoltura de um cavalheiro de finos traços, e outro de natureza morta, impetuoso, onipotente e tocante. A Voz jamais seria ouvida se não fossem os dois, a história não teria paixão se não fossem Romeo e Julieta, assim não faria sentido o piano sem o Mestre, maestro, Deus! Meu professor já era músico antes do nascimento, pois se nasce músico, e os vemos “renascidos”, já, aos seis ou cinco anos de idade! Além de professor o ser que estava a minha frente ditava em forma de linguagem angelical, as minhas primeiras lições ao piano. Em pouco tempo, mais pela genialidade do meu agora amigo, que por minhas próprias virtudes, passei a tocar algumas musiquetas, mas que chegavam aos meus ouvidos como Nona, pelo prazer de poder finalmente voar. Era como se eu fosse um pássaro numa árvore perdida no bosque, que canta simplesmente para louvar a natureza e seus representantes mais nobres; as formigas, as borboletas, e as abelhas parecem escutar enquanto Deus envia outro ser divino para ajudar na difícil tarefa de manter o planeta em equilíbrio! Certa vez, uma menina do time dos apaixonados pelo pianista, entrou correndo pelos corredores do conservatório. Ela tinha tranças dançantes e olhos brilhantes, a sua felicidade contagiava a ponto de tirar um sorriso espontâneo dos nossos lábios surpresos! Com graça e leveza ela pediu ao meu professor tocar a mesma Obra que tocara em sua formatura! Eu nem sabia que era passível disso acontecer, se era permitido um átimo espetáculo na escola, mas ele assentiu, mesmo por que seria impossível negar algo a aquela abelhinha sorridente! Aos poucos uma onda de calafrios penetrou-se em minha pele, em seguida uma profundidade de sentimentos enluarados, e por fim a lágrima divina. Nunca tinha visto de tão perto um piano voando e encantando o ser humano. A música nos dedos dele era a exaltação de Deus, era o presente que o Senhor doara, simplesmente doara! Um pudor tolo invadiu meu coração, fiquei com vergonha de mostrar as minhas lágrimas, mas quando notei que a metade da escola, que invadira a minha aula, estava chorando, fiquei mais encorajado em pegar o lenço que a menina de tranças me emprestava! abraços

domingo, 26 de maio de 2013

Luar

Estrela de brilho raro, suas pétalas tocam os céus: pétalas? Pétalas, brilho, céus...estão todos em seu OLHAR!!! Ohh lua! Estava fria e sorridente, com seus dentes reluzentes! A noite cantava poesias sem fim, era em mim, que contava sobre os seres em plenitude, aqui, ali, no planeta azul! Queria dizer que era sábio, mas perante a mãe natureza não sou ainda como a borboleta, que parece tocar harpa com suas asas coloridas! É que se fecharmos os olhos, podemos ver diante de nós o riacho que corta a montanha gelada! Penetrar na água, no gelo e no ar, somente com os olhos que fazem brilhar, essa luz tênue que doa ao corpo o poder de caminhar. Entre esses vales e casinhas abandonadas, um ser sorridente olhando a lua, encantando seu olhar. abraços