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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

O inesperado

Singro ares inusitados
Sem o estoico preceito.
Creio na virgem asa,
Sobre as naturais falésias.

Dispenso a gramática,
E os principados da aritmética,
Tenho na inocência,
Meu telescópio mais afinado.

Com os dedos do espanto
Prefiro do inusitado reunir
Minha originária essência volátil,
E esculpir a alma da matéria.

Pobres na cadência geral
Nu de digitais de outros.
Com umas lentes loucas
Para me achar na paisagem.

Ives Vietro

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Estrelas flutuantes

Sob a vênia da constelação
um sacro andante me achou.
Era a sonata de Mozart
num dos palcos do coração.

Do alto, sobre os dedos,
Deus exalava-me o pó de luz,
cachoeirando ao piano,
águas arrepiantes, de muito antes...

Composição reluzente, flutuante;
veio do céu noturno.
Veio decompor o aroma branco
e tornar sete vidas, vivas...

À mesa o vinho rubro,
disse que o brinde seria eterno,
e que o instante musical
dispensava as peles da alma.

ives vietro

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Pura essência

Em meus arquivos mais internos
o melhor filtrado nas feridas
é oferecido nas turbulências da vida.

Um sorriso paciente
que elege o melhor presente
anela inserir o remédio:
um verbo lançado com todo empenho.

O máximo que tenho
é puro de essência filtrada
o desejo de não vê-la
nas mesmas dores machucada.

ives vietro

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Espesso casulo

Espesso casulo inocente
Esconde Da terra a Semente
O algo cheio de “arroubos”

Arrependido, lacrimejante...
Agora, o amargo âmago traído;
Renasce sem fôlego retraído

Canta a ponto de eclodir
De romper os preceitos e evoluir
As notas Soltas do sentimento

Ives vietro

sábado, 30 de julho de 2016

Desprendimento

Seus mistérios me levantam
trazem das crenças os humanos
Seus instintos as essências
fazem das ações as diferenças

Abnegar-se da matéria
Equilibrar-se no planeta
Soltar desejos reprimidos
Ajudar os mais sofridos
São emanações divinas

Sobre a sopa doada
no frio da madrugada
Sob o foco a luz sagrada
Anônimos solitários
Dispensam a propaganda

Ives vietro

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Soberba.

O anjo escondeu o poema
Que a soberba disse ser o meu
Sábio, o anjo respondeu:
É nossa a partilha do verbo,
Das pessoas que buscam o coração.

Na treva do quarto iluminado
Não via a letra que havia tocado
Como num choro a minha visão.

Relutante afundei-me na lembrança
Que na Terra eu não era nada não,
Apenas levava o poema
Quando o anjo queria
também em MEU CORAÇÃO

Ives vietro

terça-feira, 30 de junho de 2015

Encontros, desencontros.

Um encontro uma letra
Uma festa um poema
No lastro o equilíbrio
nas flechas românticas

Sem amor, sem abraço
Com Regras e não ver
O coração atingido
quem sabe tingido,
magoado, entristecido

a Moral como pó "voou"
escreveu de lantejoulas
no vidro dos olhos
as frases não faladas
os abraços "esquecidos"

Como dois balões soltos dos braços
desfilam na estratosfera,
a leveza de solta-los
germina-los vidros ataviados
em cores celestemente

azuladas

ives vietro

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Quarenta Anos.

Rua de quarenta Pedras
jardins na orla do Tempo...
Serenas Flores colorem a pele
De vestígios do porvir...

Será Revestida de madrepérola
Rija como o Sulco da Beleza
Estampada no rio Da face,
Ruga da Estátua Risonha...

Vaticínio em Lumes Dispersos
Atraídos Num Nascer do Sol,
Ante o Azul que reveste o mar,
E o espelho do nosso horizonte.

ives vietro

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Sol

Sim,
Já nasceu,
Na orbita do sol
O meu olhar extasiado.

Seria,
Se não fosse, o milagre,
Um acontecimento qualquer...

Mas,
Na luz que me fende,
a Doce Manhã,
Mergulhou no meu olhar.

ives vietro

domingo, 10 de maio de 2015

Mãe.

Procura-se longe o milagre, e esta tão perto. Nos olhos da alma, na fimbra da canção. Mãe é a razão, é o amor e a poesia! Tão gigante é a força do parto, numa dor que só a mulher suporta. O sentimento é além das palavras, além da compreensão, além da razão, e até além desta jornada. É um amor simples, como tudo que é poderoso. Seu abraço é muito caloroso, cheiroso, iluminado! No pensamento, na luz da manhã, mãe é eterna, e sua ponte liga, e nos liga a um mundo de milagres tão próximos! Felicidades , mamães!

terça-feira, 5 de maio de 2015

Podemos sentir.

Epicentro Sentido

Orla do olhar espelhado,
pulso do brilho etéreo.
Esconde-se a inocência,
Em curtos gestos falsos.
O abalo paradoxal
Em paroxismo ululou
A verdade rubra na face.
Nas mãos do poeta Doce
Os veios não são assim...
Revelados aos quatros céus.
Há silêncio no respeito,
Espera paciente destemida
A voz única da vibração,
em equidade com o tom,
o luar do coração...!

ives vietro

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Livre.

Odeio rótulos
Não gosto de Nomes,
Não sou homem,
nem mulher,
nem gay...

Não gosto de ostentações,
Não suporto elogios,
apesar de conviver com eles...

Sou o plasma
A energia que se agrupa
com o polén da abelha que cresce no fundo da colmeia...

Amo o que me cerca
e me cerco de flores,
apesar de conviver com espinhos.

Amo e odeio
Não sou bonito ou feio
Nem digo que amo
quando deixo, companheiros...

Prefiro o Tempo como laço
e a se a cada dia mais escasso,
mais forte é a força do abraço.

ives vietro

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Trilho.

Não tenho do tom o conselho.
Cada passo com o seu espelho.
Calo-me no circunspeto brilho.
Tateando na Terra o meu trilho.

Foco em mim a razão e os sentidos
Ou na preceptora Voz de Mãe,
Melíflua e muito mais sábia
que as vãs palavras dos perdidos

O norte é a luz da fimbra silenciosa
Humilde antes de conjecturar
diante de um universo tão singular

E do berço ao porvir, não sei ouvir
além dos meus ecos descompassados
com o piano raro da minha essência

ives vietro

quarta-feira, 25 de março de 2015

Sentidos.

Sob os olhos do medíocre poema o eclipse se consagrou
ao ser embelezado pela vertente acima da capacidade humada de ouvir.

A beleza é uma estrela de cinco pontas
de cinco pontes aos sentidos atentos...
Tem na mão o calo da ousadia de tocar
tem nos olhos a força da magia
tem das rosas o aroma da fantasia
tem das canções o Noturno de Chopin
tem do paladar o beijo de afeto

na noite enluara
jardinada
fantasiada
dançarina
os sabores do universo

ives vietro

E ao ser traduzido ao olhar da bela que deixou
a lua tocar o meu olhar, com a luz do sol.
Então o Eclipse total:

A pulcritude é uma cintila de cinco bicos
De cinco mediadores aos vividos cuidadosos...
Possui na garra o endurecimento da audácia de tatear
Possui na visão a possança da prestidigitação
Possui das rosas a fragrância da utopia
Possui das árias o Noctívago de Chopin
Possui do palato o ósculo de afeiçoado

Na escuridão da claridade da lua
Noctambulada
Devaneada
Bailarina
As gustações do cosmo

Ana Júlia Machado

segunda-feira, 16 de março de 2015

Criança.

Palavras como bordados livres.
Como criança ao pintar o vazio
e colorir a si num instante de entrega.

Sem celas ou amarras, mordendo a língua,
num espasmo de concentração, à não deixar
vazar o que pode danificar a poesia.

Admirada à distância ,a obra desprendida
e apreendida em formas expressivas
em linhas prazerosas e coloridas
com a intenção única de saborear o momento.
ives vietro

quinta-feira, 5 de março de 2015

Humildade.

Sem perder a essência
com frases silenciosas
no imo das fases estrelares
a bela beija docemente
a boca única da humildade

Estuca de energias o ar
num lance o olho do mar
Enfuna o peito de versos
silentes que alcançam o mar
de um ponto EU sobre o ar

daqui da essência em poro
dali a estrela e a ponte luz
até a via-láctea transbordar
de coração azul-Terra do lar
de canção azul única de ninar

ives vietro

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

divagações

Fundo raso
ermo em divagações
Há um rastro seguindo os dedos, (no ar)
Sinais da lousa próxima
no fio na lâmina tênue
Foto, da fotografia em dias lentos
Acreditando em grande talento
sem beber a água livre, fortuita
Do menino rico que não registrou
as doações, nem cobra, por ser rico, sem dinheiro algum;
diga-se bem a maldade esta também na lousa que segue,
os dedos
Gesso da memória, estatua banhada com o fino da mulher
Gestos da vanglória branca, que doa por doar, já que esquecido esta
ives vietro

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Sopros quentes.

Rebuscadas frases soltas
coligidas nas noites frias.
Insolentes sopros quentes.

Sem as regras, as réguas,
Os meus lírios, vermelhos,
já nasceram desprendidos.

Pois não quero, nem preciso
ler nos livros, as mesmas celas
se prefiro, as luzes, das noites.

ives vietro

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Essência.

A essência da flor,
da semente colhida
Sem as folhas, ainda...

Germinou esquecida,
Na sofrida indiferença,
Dos olhares sem a alma.

Uma pétala lançada
aos olhos dos homens
transformou a terra em jardim...

"A luz que me faz brotar
esta aqui, dentro de mim.
Sempre fui a mesma orquídea."

ives vietro

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Luzes noturnas.

Oh, luzes noturnas!
Abraços solares sob a face da lua.
Abraços lunares aos olhos da alma.

Oh, candeia dos movimentos celestes!
Braços que revelam as suas vestes,
na alcova Azul presa pelo desejo-amor.

Campo magnético entre dois olhares,
energia que atrai Luz e se expande.
Beijos que se ligam das pontes aos céus!

ives vietro